quinta-feira, abril 07, 2016

Emicida, trucida, não dá fita pra inseto nem pra inseticida!


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Dia desses me perdi no YouTube, navegando compulsivamente de um vídeo para o outro, atrás de cenas protagonizadas por esse rapaz negro que tira onda de matador, 'o matador de MC'. Um homicida? "homicida, não. Somente emicida" Ele disse de si, no orgulho que tinha. Ficou famoso, o Emicida da Rinha... E eu queria saber mais sobre aquele rapaz; um cara que eu vi, mais ou menos por ali, lá ainda no tempo da MTV. Acho que a primeira vez que eu o vi, ele dava notícias do seu novo trabalho: "Então Toma" (2010).


Vi um clipe muito bem bolado, trailer de filme que se anunciava como MAIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS - uma intrigante narrativa com seus toques de Quentin Tarantino e sotaques do Hermes e Renato... algo bom, só que melhor, com muito mais produção... tipo, como se tivesse sido feito com mais tutano; que dava, para as mangas, mais pano... 



O CD, de onde a trilha vinha, “Emicídio”, era uma coisa elaborada, escultura fina, jóia rara, cheia de rima, bem trabalhada. Pensei, quando ouvi, que era algo muito novo. Mas, que nada! o jovem já tinha anos de estrada! Conhecia tudo em volta, e era conhecido do povo. Quando chegou naquela parada...lá, já cantava revolta e cantava um laiá laiá... vendeu e não se vendeu por nenhum tostão; dez mil cópias no primeiro disco, no carimbo e na mão, vendeu tudo isso e não se entregou por trocado. Como ele mesmo disse: deu às notas de dois reais o valor que o governo ainda não tinha dado... Emicida, com sua autoria e sua autoridade havia me impressionado. Fiquei indo e vindo no YouTube, vendo os vídeo que eles tinha’ loadeado. O Laboratório Fantasma, assombrando o mundo, é independente, vertendo um milhão de quiasma. Mas, o que é isso? Cê é louco, Cachoeira? Como não vi isso antes? Marquei bobeira!

Mas, aí, “veja só, veja só”...qual não foi minha surpresa, quando, nessa busca de informações sobre o Emicida, esbarrei no vídeo de outro rapaz negro. Se o primeiro é o Emicida, este outro está mais pra “inceticida”. Não sei, não sei... um tal de Fernando Holiday, que depois deixou de ser feriado, pra usar o nome de batizado. O moleque que comeu banana tentando ser engraçado(?), pedindo que o porte de arma fosse legalizado. É ‘brasil’ tá assim de "ciclista fã do fí do Eike Batista”. Esse 'jão' depois rodou o país, metido num paletó, lendo um texto só, mal decorado, nas assembléias e câmaras de uns povoado’, falando que nem vendedor de enciclopédia, para um público lesado.

Que pena! Que vergonha. Que vergonha! Já no começo, o vídeo é uma coisa medonha. Me arrependi. Fechei a tela, tentando esquecer o que vi. O menino Fernando abduzido, seduzido, pela mentalidade cafona e cacófona de um Constantino, de um Azevedo, de um Lobão, ou daquele outro menino, azedo... O Pokemón dos liberais, um que cata guri não sei pra quê; comédia, 'mi mi mi' dos bossais contra as cotas e o PT.
Voltei para o bravo Emicida, o Leandro que eu respeito, levando minha torcida, àquele que sabe o que diz, que manda seu papo reto, cruzado que explode no peito, gancho e  direito direto na queixa do infeliz. E tem uma pá de neguinho, querendo e conseguindo, sem “jeitinho” simplesmente como quis. Tem o Lázaro com o espelho que retrata; tem a Thaís Araújo e a Sheron Menezes, tem a Vanessa da Mata; tem Criolo, tem DriK, Carol Conka e tem Tulipa. Dessa chuva negra de talentos, venta sempre melhores ventos, sob os chapéus de aba reta se escondem olhares atentos... por trás, pelo lado e por cima: Projota, Fióti, Rael da Rima... Pensei dezenas de duelos, mais de uma centena! Vi que o gesto não vale a pena. Emicida e Cia. seriam muito mais.

Ele tem, além da filha, uma trilha de prêmios, um rastro de reconhecimentos, que o seguem das esquinas de são Paulo, aos palcos internacionais da música alternativa, sem lhe faltar a reverência dos programas de TV, e até da imprensa menos cansativa... O menino é bom, tio. Ele não faz só música, ele vende disco, e ele não faz só isso. “Ele mata o leão, ele venceo dragão...” Ele representa! Como disse criolo: "os muleke é novim, e faz um dinheiro, sim!" é justamente por isso, essa idéia de preto ganhando muito dinheiro que incendeia o ódio dos financiados pelo instituo millenium [Mas se quiserem ler sobre isso, vão ter que procurar. Não ligo, e não linko]
Emicida no CD sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa

A verdade é que Emicida trucida, o menino é Midas, com seu toque dourado, fazendo dinheiro de papelão recortado. Dando orgulho pra favelado, entrevistando e sendo ele o entrevistado, até no presídio tem parlatório; semeador, preto e crítico, contra a pecha de 'discurso persecutório', seu rap é plantado nas ruas e colhido ao vivo em qualquer programa de auditório

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